segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fabiana e Michel no RJTV

Fabiana Karla: "No Rio, o gordo é mais discriminado do que o negro"

Muito interessante a entrevista da Fabiana Karla no site EGO. Vale a pena ler, refletir e, quem sabe, mudar alguns conceitos. Eis um trecho:

"Você acha que a sociedade está mais cruel hoje com essa coisa da forma física ou sempre foi assim?


Acho que tudo hoje é dia virou uma máquina. É muito fácil você ter o nariz ou a bunda que você quer. Você vai ali compra uma bunda, um peito. É claro que os critérios aumentam. Você começa a ver todo mundo com o corpo mais organizado e vai querer chegar nesse padrão também. Acho que as pessoas estão muito mais preocupadas com a forma física. No Rio de Janeiro, por exemplo, por seu um lugar que tem praia, as pessoas pautam muito sua vida pela forma física e pelo bem-estar. Acho que o gordo é mais discriminado do que o negro no Rio de Janeiro. Os dois tipos de discriminação são péssimos, mas por causa da dinâmica da cidade, o gordo é ainda mais discriminado. As pessoas acham que você é gordo porque quer, porque é sem-vergonha."



Postado por Renata/equipe da Gorda

Campo Grande também quer ver a "Gorda"!!!

A intenet é bárbara mesmo. Veja bem, este comentário veio de Campo Grande. Que tudo! Obrigada pela audiência no blog. Eis a história de Renata Favaro:

"Olá, meu nome é Renata, queria parabenizar vcs pelo blog e pela peça!! Espero que venham apresentar aqui em Campo Grande - MS, não perderei por nada! Sou bem gordinha também, tenho 138 kg e 1,80 m de altura, sempre sofri muito preconceito, principalmente na escola. Hoje em dia me aceito mais, pois comecei a fazer teatro há 3 anos e está me ajudando muito nisso! Eu nunca namorei, nem beijei ninguém, mas um dia arrumarei alguém!Abraços e parabéns mais uma vez! O blog e a peça vão ajudar muito a mudar o pensamento da sociedade atual!"

Postado por Renata/ equipe da Gorda

Quem já assistiu!

A querida Daniela Moura veio de Salvador, na Bahia, assistir à pré-estreia da peça. Nem preciso dizer que todos do elenco e da produção ficaram muito felizes com tamanho empenho. Obrigada pela presença. Obrigada por ter vindo de tão longe para nos prestigiar. Obrigada pelo depoimento.

Eu estive na pré estréia da peça GORDA juntamente com minhas amigas do Blog Mulherão. Sou da Bahia. Cheguei ontem em Salvador e hoje fiz questão de ir à praia exibir meu corpinho, influenciada por Fabiana Karla que, mesmo com seus quilinhos a mais, arrasou com seu maiô cavadíssimo em pleno palco. Com todo aquele carisma e alegria, o excesso de peso da nossa queridíssima, tornou-se apenas um detalhe, por muitas vezes imperceptível (...) Acho muito válido a iniciativa de desmistificar algumas coisas como: mostrar que nem todo negro tem que ser pobre ou que nem todo gordo tem que ser feio. Iniciativa esta que deve partir de nós, protagonistas de situações 'preconceituosas'.(...) Quero dizer que AMEI a peça. Os atores são maravilhosos e o enredo é um misto de comédia e drama, muito emocionante!!! Beijos Plus 30kg pra vocês, Dani Moura.

Postado por Renata Victal, da equipe da Gorda

Em qual situação você já se sentiu discriminada?

Esta é a história da Carolina Vida. Obrigada pela participação, Carol!


"Acho que a primeira vez que senti na pele o problema da obesidade foi dentro da minha casa...Me lembro que na infância (aos 9, 10 anos) uma tia que mora com a gente ficava me criticando por comer a mais. Só pelo fato de entrar na cozinha, já era motivo de levar uma bronca. Aos 10 anos de idade, fui pela primeira vez ao endocrinologista atrás de um emagrecimento. Já emagreci e engordei várias vezes ao longo da vida.(...). Imaginava que seria mais amada e querida se fosse magra. Eu cresci acreditando nisso e somente agora, com 29 anos, eu descobri que passei a maior parte da minha vida em função das expectativas dos outros, esperando não ser mais rejeitada, esperando o carinho e o afeto das pessoas. Não que eu seja feliz sendo gorda, mas a opinião dos outros sempre vinha em primeiro lugar. Continuo na jornada do emagrecimento, conheci uma nutricionista bacana e só faço exercícios físicos que eu goste. Quer saber? Agora tenho mais chances de ser magra porque o que eu mais preciso não está nas pessoas, está dentro de mim mesma. Minha autoestima só depende de minhas próprias atitudes. Mandei (mentalmente) todos irem para aquele lugar e escolhi, do fundo do meu coração, ser feliz e seguir minha própria vida. Quem tem a si mesmo como amigo e companheiro, não precisa de muletas para vencer na vida. Todo mundo merece ser feliz agora! Grande beijo para o elenco! Venham logo para São Paulo!!"



Postado por Renata Victal, da equipe da Gorda

Ensaios abertos

Queridos,

Nossos ensaios abertos foram bem especiais. Muito bom ter o retorno positivo do público! Saber que o texto de LaBute, a direção de Daniel Veronese, a co-direção do Franco Battista, o cenário de Alberto Negrin e o talento da Fabiana, Michel, Mouhamed e Flavia estão encantando a todos.

Após as apresentações recebemos o carinho das pessoas, sensibilizadas com a peça. Isso é muito bom! Estamos ansiosos com a estreia e felizes por fazer parte desta equipe, deste projeto tão especial. Dedicação máxima!


Boa semana para todos. Somos gratos pelos comentários, e-mails, scraps e twittadas. E também à imprensa que vem nos recebendo com muito carinho e dando espaços incríveis para este tema. Cada um fazendo o seu papel, participando desta história conosco!

bjo, Bianca.
Equipe da GORDA.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Diferentes formas de discriminação

Queridos leitores do blog,

Ontem durante o ensaio fiquei examinando as diferentes formas de discriminação. Todos nós, gordos ou magros, negros ou brancos, orientais ou ocidentais, morenas ou loiras, heteros ou homossexuais (...), de alguma maneira, já nos sentimos discriminados.


Estamos todos sujeitos ao [pré] conceito, ao [pré] julgamento. Faz parte da sociedade, do ser humano. Como combatemos? Na minha opinião, olhando as situações de ângulos diferentes e pensando antes de agir. Deixar o sentimento falar mais alto tendo consciência de que precisamos fazer a nossa parte para vencer estes padrões.


Unidos venceremos!


Então quero convidar vocês para uma reflexão. Em que situações já se sentiram discriminados? Vamos dividir nossas experiências pois assim estimularemos uma transformação, mesmo que sejam os primeiros passos.



Eu vou começar...

Em 2001 fui morar em Salvador com a expectativa de ter uma qualidade de vida melhor. Chegando na cidade resolvi fazer um curso de extensão na UFBA para conhecer novas pessoas e procurar uma colocação no mercado local. Vocês acreditam que ninguém do curso se aproximou de mim ou deu abertura para uma amizade? Fiz apenas uma amiga numa turma de 30 pessoas. Uma paulistana que, assim como eu, tinha decidido morar na Bahia. Com o tempo, percebemos que aquelas pessoas do curso não nos viam com bons olhos pois achavam que nós estávamos ali para tirar uma oportunidade deles. Tudo o que queriam era se qualificar para conquistar uma vaga no sudeste e consideravam que todos os profissionais do Rio e SP eram superiores, com melhor formação, mais qualificação. Não entendiam por que estávamos ali. E não nos aceitavam. Depois de cinco meses na cidade, resolvi voltar para casa. Minha amiga continuou remando por lá até conquistar um emprego e cativar amigos.

Estamos sujeitos a situações de discriminação e também estamos, muitas vezes, na outra posição: a que discrimina. É importante ter também esta reflexão!



E você? Tem uma história para conta? Escreve pra gente: gorda.br.09@gmail.com.

Postado por Bianca da equipe da peça Gorda.